A vida é feita de objetivos subjetivos que tentamos desesperadamente alcançar e agarrar com todas as forças.

Os meus conseguiram fugir de mim.

Quando temos 17 para 18 anos, é oficialmente quando estamos na expectativa de ser adulto e então muitos planos se iniciam, se projetam. Aí que vem o famoso pensamento: “Quando eu tiver 30 anos, como estarei?  Casado, com um carrão, muito dinheiro no banco, bem sucedido.” E por aí vai.

Ledo engano. Não sei se a nossa cultura e sociedade nos obriga a ser adultos funcionais e ricos aos 30 mas a maioria dos meus amigos, da geração dos anos 80 pensaram isso um dia.

Bem, hoje estamos aos 31. Batalhando cada dia, alguns casados, outros não. Mas definitivamente sem saber sobre a certeza de sua profissão e sem o dinheiro que acharia que teria. Esqueceram de comentar pra nós, quando adolescentes, o quanto seria dolorido quebrar a cara. Daí então surgem as doenças que afligem esses adultos da minha geração: depressão, ansiedade, transtorno bipolar, transtorno obsessivo compulsivo, síndrome do pânico e etc.

Somos uma sociedade fragilizada. Embasada e sustentada em adultos que estão cada vez mais desestabilizados por acreditarem em falsos sonhos de conquistas que não obtém sucesso por não terem a impulsão necessária para isso, pode ser por questões políticas ou culturais.

Podem ter muitos que ainda dirão que os que realmente se esforçam chegam lá. Tsc tsc tsc.

Conheço muitas pessoas que fazem um esforço hercúleo e morrem na praia.

Todo aquele blá blá blá de aproveitar a vida cada instante e que viver o hoje é muito importante, agora começa a fazer muito mais sentido. Talvez esse papo tenha surgido exatamente através de pessoas que chegaram a essas mesmas conclusões e tentaram deixar para as novas gerações o aprendizado de que aos 30, você não terá tudo aquilo que projetou.